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Liturgia de 6 de janeiro de 2027

Quarta-feira · Tempo do Natal depois da Epifania

Leituras do Dia

Primeira leitura (1Jo 4,11-18)

Leitura da Primeira Carta de São João.

11 Caríssimos, se Deus nos amou assim, nós também devemos amar-nos uns aos outros. 12 Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amamos uns aos outros, Deus permanece conosco e seu amor é plenamente realizado entre nós. 13 A prova de que permanecemos com ele, e ele conosco, é que ele nos deu o seu Espírito. 14 E nós vimos, e damos testemunho, que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo. Todo aquele que proclama 15 que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece com ele, e ele com Deus. 16 E nós conhecemos o amor que Deus tem para conosco, e acreditamos nele. Deus é amor: quem permanece no amor, permanece com Deus, e Deus permanece com ele. 17 Nisto se realiza plenamente o seu amor para conosco: em nós termos plena confiança no dia do julgamento, porque, tal como Jesus, nós somos neste mundo. 18 No amor não há temor. Ao contrário, o perfeito amor lança fora o temor, pois o temor implica castigo, e aquele que teme não chegou à perfeição do amor.

  • Palavra do Senhor.

  • Graças a Deus.

Salmo responsorial Sl 71(72),1-2.10-11.12-13 (R. cf. 11)

  • As nações de toda a terra, hão de adorar-vos, ó Senhor!
- As nações de toda a terra, hão de adorar-vos, ó Senhor!
  • Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus, vossa justiça ao descendente da realeza! Com justiça ele governe o vosso povo, com equidade ele julgue os vossos pobres.

  • Os reis de Társis e das ilhas hão de vir e oferecer-lhes seus presentes e seus dons; e também os reis de Seba e de Sabá hão de trazer-lhe oferendas e tributos. Os reis de toda a terra hão de adorá-lo, e todas as nações hão de servi-lo.

  • Libertará o indigente que suplica, e o pobre ao qual ninguém quer ajudar. Terá pena do indigente e do infeliz, e a vida dos humildes salvará.

Evangelho (Mc 6,45-52)

  • Aleluia, Aleluia, Aleluia.

  • Louvai o Senhor Jesus, todos os povos, aceito pela fé no mundo inteiro!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.

- Glória a vós, Senhor.

Depois de saciar os cinco mil homens, 45 Jesus obrigou os discípulos a entrarem na barca e irem na frente para Betsaida, na outra margem, enquanto ele despedia a multidão. 46 Logo depois de se despedir deles, subiu ao monte para rezar. 47 Ao anoitecer, a barca estava no meio do mar e Jesus sozinho em terra. 48 Ele viu os discípulos cansados de remar, porque o vento era contrário. Então, pelas três da madrugada, Jesus foi até eles andando sobre as águas, e queria passar na frente deles. 49 Quando os discípulos o viram andando sobre o mar, pensaram que era um fantasma e começaram a gritar. 50 Com efeito, todos o tinham visto e ficaram assustados. Mas Jesus logo falou: "Coragem, sou eu! Não tenhais medo!" 51 Então subiu com eles na barca. E o vento cessou. Mas os discípulos ficaram ainda mais espantados, 52 porque não tinham compreendido nada a respeito dos pães. O coração deles estava endurecido.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Reflexão do Evangelho

No tempo do Natal depois da Epifania, contemplamos Aquele que tornou visível o amor invisível de Deus. São João recorda que Deus nos amou primeiro e, por isso, o amor fraterno não é mero sentimento nem iniciativa humana: é resposta à graça recebida. Se Deus permanece em nós, seu amor tende à plenitude e nos torna sinais de sua presença para o mundo. A manifestação do Filho, celebrada neste tempo, revela que ninguém pode acolher verdadeiramente Cristo sem aprender a amar os irmãos concretos.

Esse amor expulsa o temor servil, pois em Cristo somos acolhidos como filhos e podemos comparecer diante de Deus com confiança. Não se trata de uma segurança presunçosa, mas da certeza humilde de quem permanece no amor e deixa que o Senhor purifique o coração. Onde há rancor, indiferença ou fechamento, a luz do Natal ainda pede espaço. Peçamos hoje a graça de reconhecer o amor de Deus em nossa vida e de traduzi-lo num gesto real de reconciliação, serviço ou atenção a quem necessita.

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Como rezar e meditar esta liturgia

Para acolher com profundidade a Palavra proclamada nesta celebração (Quarta-feira · Tempo do Natal depois da Epifania, primeira leitura 1Jo 4,11-18 e Evangelho Mc 6,45-52), reserve alguns minutos de silêncio seguindo os passos da Lectio Divina:

  1. Leitura (Lectio): Releia com calma o Evangelho (Mc 6,45-52) e observe as palavras, gestos e atitudes de Jesus diante dos seus interlocutores.
  2. Meditação (Meditatio): Identifique uma frase ou convite que toca sua realidade hoje e conecte-o com a reflexão do Evangelho acima.
  3. Oração e Ação (Oratio & Actio): Converse com Deus com confiança filial, agradecendo pela luz da Palavra, e escolha um gesto concreto de caridade, paciência ou fidelidade para viver ao longo deste dia.

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